Gracie Barra Brasil

Jiu-Jitsu for Everyone
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Entrevista com o Prof. Zé Radiola

Meu nome é José Olímpio da Rocha Neto, mais conhecido como Zé Radiola, tenho 47 anos, faixa preta 3 graus do Mestre Carlos Gracie Jr, e responsável pela Academia Gracie Barra PE, em Pernambuco – Brasil.

Sou o Líder Regional do Estado de Pernambuco e responsável pelo Departamento de Competição “frente externa” da GB.

Professor de vários alunos que hoje estão fixados em outros países, tais como: Bráulio e Victor Estima na Inglaterra, Max Carvalho na Hungria, Otavio Souza e Lucas Rocha nos Estados Unidos, Christian “Irmão” Rodrigues em Nice na França, Sandro “Paçoca” na Áustria, Bruno Almeida na Austrália. Responsável também por Ian Shastitko em Moscou e Gael Coadic na França.

Você já praticou outros esportes?

Sim.  Pratico o surf desde os 10 anos de idade! Fui surfista profissional por vários anos, e por conta disso me mudei de Recife para o Guarujá, litoral de São Paulo, morando lá de 1986 até final de 1995.

Como você começou no Jiu-jitsu?

Morando no Guarujá, através de amigos surfistas, Tinguinha Lima e Márcio Okumura, fui levado a academia do professor Elcio Figueiredo. Desde o primeiro treino fiquei fascinado pelo Jiu-jitsu.  A partir daí não consegui mais parar, até que troquei a minha profissão de surfista para professor de jiu-jitsu!

Descreva seu treino ideal em 20 palavras ou menos.

O treino ideal para mim é aquele que o aluno , idependente da graduação, entenda o mecanismo do jiu-jitsu, o porquê de estar fazendo determinada técnica em diversas situações. Não basta decorar a posição, e sim enterder o porquê de utilizá-la!

Você já teve alguma experiência marcante com o Mestre Carlos Gracie Jr?

Tive diversos, mas o que mais me marcou foi quando conheci Carlinhos e ele me convidou para entrar na casa dele! Durante nossa conversa ele me disse que achava que me conhecia de “outras  vidas”.  Senti uma sintonia enorme e na hora vi que havia encontrado meu caminho, queria fazer do Jiu-jitsu meu meio de vida e ter Carlinhos como meu Mestre!

Você pode falar um pouco sobre o plano da GB para as competições esportivas em 2012?

Paralelo ao processo de organização e certificação das academias e professores, nós da GB, iremos também dar ênfase às competições! Foi criado um departamento de competições dentro da estrutura da GB que irá direcionar nossos atletas nas competições com a realização de Camps de treinamentos, acompanhamentos nos campeonatos determinados pelo Departamento de Competição e escolhas das equipes A e B nos eventos.
Para que isso aconteça, iremos precisar do apoio de todos os professores da GB, sabendo que é possível termos uma estrutura organizada e ao mesmo tempo mantermos a tradição da GB em campeonatos.

Quais são as suas expectativas para a sua escola?

Tenho sempre muitos planos e idéias para a minha academia e meus alunos, afinal vivo em função deles!
Meu projeto de vida sempre foi fazer com que meus alunos conseguissem viver daquilo que gostam de fazer: Jiu-jitsu! Hoje tenho alunos espalhados por diversas partes do mundo vivendo através do jiu-jitsu e ajudando a difundir nossa arte.
Tenho o objetivo de estar sempre renovando, abrindo espaço para que novas escolas sejam abertas.
Na minha escola temos atletas competidores e alunos que têm o jiu-jitsu como um “estilo de vida”, praticam nossa arte por prazer e em busca de uma vida mais saudável.

O que o Jiu-Jitsu trouxe para a sua vida?

O Jiu-Jitsu é a minha vida! O jiu-jitsu me ensinou o valor de vários conceitos: Lealdade, amizade, respeito a mim e ao próximo, gratidão.
Através do jiu-jitsu pude proporcionar para mim e para minha família oportudades únicas! Conquistar o respeito de pessoas de lugares e culturas diferentes da minha, não tem preço! Saber que auxilio de alguma forma para que o Jiu-jitsu seja difundido é muito gratificante para mim!
Orientar e ver meus familiares seguindo meu caminho, como meus sobrinhos Lucas Rocha e Vitor Penteado, meu filho Guilherme Rocha é saber que estou no caminho certo.

Você gostaria de dizer algo mais?

Acredito no que faço e busco sempre avaliar o que será melhor não só para mim, mas para todos os que estão a minha volta!
Agradeço ao Mestre Carlos Gracie Jr, sou grato por todo o ensinamento e principalmente pela amizade!

10 respostas para “Entrevista com o Prof. Zé Radiola”

  1. Rafael Mafra disse:

    Mestre Zé Radiola sem duvida o melhor, Técnicas afiadíssimas, Zé e uma fabrica de fazer talentos verdadeiros campeões. grande abraço mestre.

  2. Charles negromonte disse:

    Boaaa velhinhoooo ficou irado a entrevista essa historia eu ja conheco e admirooo !

  3. Beto Ferrer disse:

    Muito boa a entrevista professor! Melhor ainda foi ter contado com sua visita aqui na nossa academia em Winterthur-Suíça! Muito obrigado Zé! Osss!

  4. Luis Carlos de Almeida Oliveira disse:

    Parabéns zezão, ficou massa a entrevista quem está sempre o você sabe que você e isso e sempre tem algo a mais para mostrar felicidades zé !!

  5. Klaustterman Lima disse:

    Parabéns Zé, é uma honra poder treinar e aprender com você !

  6. Hanas junio disse:

    Só tenho agradecer a esse zezão por tudo!! lealdade sempre Família gb

  7. Allysson Jacare GB- PB disse:

    Parabéns mestre Ze Radiola, é uma honra conhecelo e saber que a cada dia que se passa mas grandioso se torna seu trabalho, não so formando campeões mas atletas de bem que sabem o verdadeiro significado da vida.

    Parabens

  8. Grande Zé, quando crescer quero ser igual a ele. Abraço amigo.
    GB – Piaui

  9. Zé Radiola foi quem me iniciou na arte suave. Isso há muitos anos atrás… quando Bráulio Estima ainda era faixa azul de jiu-jitsu e verde de judô. Treinamos juntos as duas artes. Dediquei-me bastante durante o período. Infelizmente, tinha apenas 16 anos e mudei-me de cidade. Tive que parar de treinar. Hoje sou professor de francês e mestre em literatura brasileira pela Universidade de São Paulo (USP). Meu caminho mudou, mas sinto que podia ter trilhado por outro mais fiel ao meu coração. O jiu-jitsu corre em minhas veias. Aprendi isso com Zé Radiola. Em março de 2012 vi uma oportunidade de voltar a treinar lá em São Paulo, no último ano do meu mestrado. Iniciei o treino com o amigo Narcisio Villaça, que de tanto me ouvir falar em meu primeiro mestre acabou por me batizar de Radiola. Uma honra para mim! Quero aqui, simplesmente, agradecer ao meu mestre Zé Radiola pelos ensinamentos e pela amizade que sempre me foi ofertada. Digo que os fundamentos eu guardo comigo. Desde setembro de 2012 estou parado, mas tenho em meu coração a vontade de voltar e prosseguir em meu aprendizado na Arte Suave…

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