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Cuidar da Mente é Jiu-Jitsu: O que significa chegar lá no jiu-jitsu?

Chegar lá, esse é o pensamento de todos que batalham em busca dos seus próprios objetivos. O caminho percorrido, as adversidades a serem superadas… Não é fácil concluí-los. Ainda mais se entre as lutas rumo a vitória, estiverem os seus maiores concorrentes.

Assim foi a trajetória que nossos atletas percorreram no ADCC 2015. Considerado um dos maiores eventos do jiu-jitsu sem kimono, entrar nessa competição e chegar “lá” exige muito mais do que simplesmente competir.

FullSizeRenderNossos guerreiros entraram e deram o sangue. Os sacrifícios até o grande dia não se resumiram somente aos treinos. Antes de atletas, todos são professores, donos de escolas, esposas, maridos e na fase pré-campeonato, abrem mão de muitas coisas para poderem estar 100%, “Estava me sentindo muito bem, embora eu esteja passando por uma fase diferente na minha vida com a abertura da minha academia aqui em Huntington Beach, Califórnia. Graças a Deus consegui conciliar bem meus treinos com as aulas que tinha para dar e, ao mesmo tempo, administrar o negócio”, disse Otávio Sousa, protagonista de 4 grandes lutas.

“Grandes conquistas requerem grandes sacrifícios”

Como toda competição é precedida de um bom trabalho em equipe, amigos e professores de diferentes unidades tiveram papel fundamental nessa trajetória, como contou a campeã da categoria acima de 60kg, Ana Laura, “Foi uma preparação intensa, mas com muita colaboração dos meus alunos, amigos, professores e marido. Eu fiz a maior parte da minha preparação aqui na Califórnia, na minha academia (GB Upland) e com o professor Marco Joca. Na reta final, fui para o Rio treinar com o profº Márcio Feitosa e com a galera da GB Matriz. Acho que aquele ditado “grandes conquistas requerem grandes sacrifícios” é a mais pura verdade. No final deu tudo certo!”.

Ana Laura e Jéssica Oliveira comemoram a final

Ana Laura e Jéssica Oliveira comemorando a final

Não poderia ser melhor, além do título inédito na carreira, a campeã também teve outra conquista em sua fase de preparação. Durante uma de suas seções de treino, Ana recebeu o 2º grau na faixa preta, registrando assim o seu 6º ano na graduação mais almejada do esporte, “Receber esse grau das mãos do Professor Márcio, ali na primeira escola GB, fundada pelo nosso Mestre há quase 30 anos foi muito especial. É uma honra poder fazer parte de um time de tanta tradição que contribui de maneira super positiva na comunidade do bjj”, falou emocionada.

Embora custe ou doa, o melhor guerreiro não é quem sempre triunfa, mas quem volta sem medo à batalha”

Falando em emoção, esse foi o sentimento que mais marcou o coração da amazonense, Jéssica Oliveira. A faixa marrom da GB Amazonas foi considerada a revelação do ADCC 2015. Ela superou um dos nomes favoritos do jiu-jitsu feminino da atualidade, Gabi Garcia, como contou “Eu nunca imaginei que lutaria com ela de cara. Eu estava com o pé e o joelho machucados antes da luta, mas eu não quis demonstrar fragilidade e desespero. Meu psicológico estava muito bom. O objetivo era lutar com a Gabi em cima e não deixar ela me derrubar”.

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Jéssica fez a final com Ana Laura e mesmo tendo saído com o 2º lugar, o gostinho da prata foi de vitória, “Foi meu primeiro ADCC ainda na faixa marrom. Fiquei muito feliz, ainda mais por fazer a final com uma lutadora que admiro muito”.

Infelizmente, nem todos os que lutaram chegaram lá. Muita vezes o caminho percorrido vale mais do que o resultado propriamente dito. “Embora custe ou doa, o melhor guerreiro não é quem sempre triunfa, mas quem volta sem medo à batalha”.

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