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GB Blog: Dificuldades superadas pelo sonho de ser Professor

No tatame ou fora deles, a cada degrau que se sobe na vida é preciso se superar antes e – parafraseando o Grande Mestre Carlos Gracie, “Ter a firme convicção de que o mundo estará ao seu redor enquanto se mantiveres fiel aquilo em que acredita”. Foi com o pensamento do pai do bjj que o faixa preta, Jefferson Mourão fez do jiu-jitsu a sua vida.

No seu primeiro contato com a arte suave em 2009, Jefferson não imaginava o quanto os tatames seriam capazes de lhe dar um novo rumo. Acima do peso – precisamente 120 quilos -, o carioca resolveu sair do sedentarismo afim de ter uma melhor saúde. Porém, as coisas não saíram muito bem do jeito que ele esperava.

Ao iniciar na academia, Jefferson Mourão teve a infelicidade de sentir o ombro e, para quem já não tinha um propósito muito grande, desistir foi o que logo lhe veio a mente. Desanimado com a dor e já descendo as escadas da academia, ele notou que ali tinha o famoso jiu-jitsu brasileiro. Olhando para aquele espaço, a curiosidade e interesse o fizeram buscar uma outra opção para sair da inércia.

Diante dos tatames, ele decidiu que a rotina “de ficar parado” ficaria no passado e viveria uma nova realidade naquele lugar, como o mesmo contou, “Fui apresentado ao professor Márcio Santos. Me identifiquei com o que me foi transmitido e optei por trocar a mensalidade da musculação para o jiu-jitsu. Sem dúvidas, essa foi a melhor escolha da minha vida”.

O desafio de eliminar os quilinhos extras, o fizeram se questionar quanto a própria capacidade de conseguir ou não continuar treinando, “Eu quis desistir achando que não conseguiria, mas graças aos meus professores Daniel Marques e Marcio Santos pude chegar onde estou hoje. Dei seguimento depois disso e nunca mais parei”, porém, a força de vontade falou mais alto, como falou, Jefferson.

 

Com o decorrer do tempo, o peso já não era mais o pior dos obstáculos. Os treinos começaram a ficar mais intensos e com eles nasceu a ideia de tentar competir, até que Jefferson foi parado por uma lesão no joelho ainda na recente faixa azul, como relembrou, “Operei, fiz toda recuperação e continuei nessa batalha de treinos e trabalho. Quando menos esperava, fui convidado pelos professores Daniel e “PQD” a ser instrutor auxiliar na nova unidade na época, a Gracie Barra Pechincha”. Por irônia do destino ou não, mais uma dor o levou a uma nova  mudança.

 

Ajudar nas aulas, treinar apesar de todas as lesões e problemas pessoais que o perseguiam fortaleceram o carioca, apesar de tudo, a continuar sonhando com o posto de professor de jiu-jitsu. Em 2015, último ano de Mourão na faixa marrom, finalmente veio a importante cirurgia no joelho e com ela uma surpresa, como ele nos contou, “Feita a cirurgia, fazendo fisioterapia, fortalecimento, apareceu uma nova lesão e operei novamente no mesmo ano. Foram 2 operações com 2 meses de espaço. Apesar disso, peguei a faixa preta e logo em seguida fui de novo”.

Embora as dificuldades físicas tenham sido parte de todos os outros desafios enfrentados, hoje, Jefferson Mourão, realizou seu sonho: vive da arte suave, ministra aulas e já pensa em participar de alguns campeonatos. A jornada desse guerreiro não foi nem de longe simples ou fácil, mas toda a persistência valeu a pena, como ele mesmo falou orgulhosamente, “Atualmente, me encontro 100% bem e com um desejo enorme de defender o escudo vermelho nos campeonatos! Antes da GB, eu não era feliz em nada. Hoje sou extremamente feliz e realizado profissionalmente. Devo tudo isso aos meus professores Daniel Marques e Marcio Santos”.

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