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GB ENTREVISTA: Daniel Castelo – GB Lago Norte – Brasília

Há alguns anos atrás viver do jiu-jitsu era um sonho quase impossível. A Gracie Barra trabalha para continuar transformando o que antes era “impossível” em realidade. Atualmente são mais de 700 escolas GB espalhadas pelo mundo e milhares de pessoas beneficiadas pela missão Jiu-Jitsu Para Todos. Uma comunidade unida pelo esporte que cresce a cada dia mais.

O Brasil sedia grande parte desse número. Embora o país esteja atravessando uma grave crise financeira, brasileiros e brasileiras resolveram apostar suas fichas no kimono. Não é difícil conhecer pessoas que têm o jiu-jitsu como sua principal renda e se orgulham de viver esse sonho. No GB Entrevista desta semana, convidamos o professor Daniel Castelo faz parte desse grupo de indivíduos. O faixa preta responsável pela GB Lago Norte – Brasília, compartilhou conosco um pouco da sua história e vida na arte suave.

1- Como e quando começou a sua trajetória na arte suave? Como era a sua vida antes de ser responsável por uma escola GB?

Minha trajetória no jiu-jitsu começou em 1998 aos 15 anos de idade por influência do meu pai. Meu primeiro professor foi o Juliano Leiro, depois fui aluno da Zuka Brites e em seguida de seu marido o professor Ailson Brites “Jucão”. Depois o professor Jucão teve que ir embora para o RJ e ficamos sob a tutela do professor Fábio Costa que depois de um tempo foi embora para os EUA. Depois disso a equipe ficou sob a responsabilidade dos professores Alexandre Ferreira “Dande”, Mateus Maia e Roberto Alencar “Tussa”. Infelizmente ou “felizmente”, não tive apenas um professor durante minha jornada no jiu-jitsu, mas vários, cada um contribuindo um pouco para a minha formação. Este ano completo 19 anos de jiu-jitsu. Sempre competi muito durante as graduações menores, em especial na faixa azul onde consegui os resultados mais importantes, dentre eles o o ouro no Brasileiro de Estreantes, o bronze no Brasileiro e o bronze no Mundial. Hoje não participo tão assiduamente dos campeonatos como antes, pois meu foco agora é tocar minha escola e passar meu conhecimento à frente. Minha vida antes de ser dono de escola se resumia basicamente à treino e estudo.

2- Dono da GB Lago Norte, como surgiu o sonho de ter a sua própria unidade?

Na verdade eu nunca me imaginei sendo dono de escola, mas após morar um ano nos EUA, e ter o primeiro contato com a implementação do método GB e a consequente profissionalização do ensino, me apaixonei mais ainda pelo jiu-jitsu. Ali sim nasceu o sonho de ter minha própria escola, que somente veio a se realizar em 2015. Em janeiro completamos 2 anos de muito trabalho e a expectativa que temos é de crescer muito mais neste ano, para que possamos impactar cada vez mais vidas através deste esporte tão maravilhoso.

 

3- Vimos que você passou por um período difícil – recuperação de uma lesão no ombro. Não é fácil enfrentar um tempo fora dos tatames. Como você enxergou essa pausa forçada tanto para os treinos quanto para dar aulas?

Realmente não é fácil passar por uma cirurgia, sendo que essa é minha segunda. A verdade é que nunca passei tanto tempo sem treinar e lecionar. Quase surtei, mas enxerguei como um tempo de aprendizado para que eu pudesse ter mais paciência não só no jiu-jitsu como também no dia a dia.

4- Como é o público feminino na GB Lago Norte e o time de competição da sua escola? 

Atualmente temos algumas mulheres e meninas treinando conosco. Comparando com a época em que comecei a treinar onde o jiu-jitsu era praticado basicamente por homens, temos um bom número de mulheres e meninas no tatame, provando que o jiu-jitsu é realmente para todos! Já o time de competição ainda está em processo de formação tendo em vista que a maioria dos nossos alunos busca saúde e qualidade de vida, e não tanto competição. São dois objetivos que estamos batalhando para conseguir!

 

 

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